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domingo, 11 de abril de 2010

Os Jedis e suas Cabras

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Bem galera, sei que estou em débito com o blog já que faz um "tempinho" que não escrevo por aqui. Sendo bem sincero, tenho até algumas histórias pra contar pra vocês, mas o problema é que não to conseguindo arranjar tempo (e nem força de vontade) pra escrever.
Pra não falar que não tenho escrito nada, praticamente todas as semanas tenho escrito alguma crítica de algum filme para o Almanaque Virtual. Abaixo vou colocar a análise do filme Os Homens que Encaravam Cabras que foi publicada no site, na semana em que o filme foi lançado. Recomendo o filme! Fiquem com a análise:

Os Jedis e suas Cabras



"Tem mais verdade nisso do que vocês jamais acreditariam". É com esta frase que Homens que encaravam cabras (The Men Who Stare At Goats, 2009), dirigido por Grant Heslov, se inicia. O jornalista Bob Wilton (Ewan McGregor) resolve virar correspondente de guerra no Iraque em busca de uma boa história. Lá ele conhece Lyn Cassady (George Clooney), um homem misterioso que afirma fazer parte de uma unidade especial do exército norte americano chamada de "Exército da Nova Era", composta por soldados paranormais. A missão de Cassady é procurar Bill Django (Jeff Bridges), o criador da unidade militar, que está desaparecido.



O filme possui um roteiro, de certa forma, tão excêntrico quanto os personagens nele inseridos, pois explora uma história recheada de contratempos e alguns exageros. Apesar disso, por mais absurdas que algumas situações apresentadas possam parecer, é muito comentado que ocorreram experiências no campo paranormal para utilização militar, na guerra fria, por exemplo. Talvez nem tudo seja tão absurdo assim e é referente a esse pensamento que a frase que inicia o filme faz referência.



Um ponto relevante a ser ressaltado são as muitas referências à franquia de George Lucas: Guerra nas Estrelas. A primeira referência diz respeito ao fato de os soldados que compõem o Exército da Nova Era se chamarem, entre si, de jedis. Não somente o nome é parecido, mas também o estilo de vida, já que todos os soldados membros dessa unidade paranormal vivem como os jedis, ou seja, pregam a disciplina, crescimento espiritual, sabedoria e a harmonia com o universo a sua volta. Para agradar ainda mais os fãs da franquia, há também referências a própria "força", já que os jedis deste filme também dela utilizam, de maneira um pouco menos eficiente e mais cômica, como por exemplo: dissipar nuvens ou parar o coração de uma cabra apenas com a força do pensamento. A própria presença de Ewan Mcgregor no elenco, que atuou como o jedi Obi Wan Kenobi na nova trilogia de Guerra nas Estrelas, é uma referência a se valorizar.



A história não é linear, sendo que o flashback é um recurso bastante utilizado durante o decorrer do filme, pelo qual é mostrado ao espectador o princípio do Exército da Nova Era e dos seus jedis. É através dessa ferramenta que passamos a conhecer melhor os personagens de George Clooney, Jeff Bridges e Kevin Spacey. A atuação do quarteto não decepciona: Clooney continua chamando atenção pelo seu carisma; Spacey agrada a todos com seu personagem sarcástico; Bridges vive um militar hippie, o que não torna necessário maiores explicações; e para finalizar, McGregor demonstra não ficar para trás dos seus companheiros de elenco já premiados.

Durante alguns momentos do filme são levantadas algumas questões sobre conhecer a si mesmo e viver bem com o mundo a sua volta, ainda assim, trata-se de uma comédia com piadas rápidas e que, algumas vezes, não se sustentam. Com certeza é um tipo diferente de comédia que talvez não agrade a todos, mas entretém com sucesso. No final das contas, encarar cabras pode ser mais esclarecedor e divertido do que imaginamos.

Nota: Jaca de Prata! (?!?! Eim?!)

terça-feira, 16 de março de 2010

A queda do paraíso

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Bem, o texto abaixo é uma análise que fiz do filme Legião (2010) que originalmente seria publicada no Almanaque Virtual essa semana. Ela não vai mais ser publicada porque a imprensa liberou a notícia de que o filme não mais estrearia nas salas de cinema do nosso país. Dessa forma, o filme será lançado diretamente em DVD. Porntato, fiquem com a análise do filme:



Legião vem com uma proposta diferente para o apocalipse (mais uma). Pelo menos em um ponto é inovador, já que o apocalipse não é causado por catástrofes naturais ou profecias. Dessa vez, o motivo para o fim da raça humana é o fato de que Deus perdeu a fé na humanidade e envia seu exército de anjos para exterminar a todos.

A história do filme se desenvolve a partir da abdicação do arcanjo Miguel (Paul Bettany), o anjo da fé e da justiça, do seu posto como general dos exército divino com o objetivo de tentar salvar a humanidade, cuja esperança, segundo ele, se encontra no filho de uma garçonete grávida. Ela trabalha em uma lanchonete, chamada de “Paradise Falls” (os trocadilhos não poderiam ser esquecidos) que se localiza na beira de uma estrada, em um ponto isolado, e é o local onde o filme se ambienta praticamente em toda sua extensão. A partir do ponto em que Miguel alerta as pessoas que se encontram nessa lanchonete sobre o apocalipse, incluindo os funcionários e as pessoas que estavam no local por alguma eventualidade, inicia-se uma luta para garantir a sobrevivência do bebê que está prestes a nascer.

A visão costumeira de que demônios entram no corpo de pessoas deixando-as descontroladas e com aspectos monstruosos é deixada de lado e abre espaço para que os anjos sejam os responsáveis para isso. Vale salientar que há momentos no filme que possuem caráter cômico, ao passo que seriam mais válidos se tivessem um ar de terror. Como exemplo disso, temos a cena de uma velhinha possuída que começa a andar pelo teto da lanchonete, ou outra cena em que um sorveteiro possuído começa a se movimentar como uma aranha. Se a tentativa do diretor e roteirista Scott Stewart era de garantir algumas risadas no meio de um cenário apocalíptico, ele foi bem sucedido.


WTF???

Durante o filme inteiro temos Miguel e os outros humanos matando pessoas possuídas por anjos. Nos primeiros dez minutos de projeção já conseguimos entender que o arcanjo Miguel consegue fazer tanto estrago quanto o próprio Rambo. A ação do filme é constante e de certa forma cansativa. Apesar disso, vale o destaque na luta final entre os arcanjos Miguel e Gabriel. Com certeza a cena de ação mais empolgante do filme.

Legião
prometia ser um filme inovador e interessante, mas possui um roteiro fraco e uma história que não se desenvolve objetivamente. A mistura de ação com um pouco de “zombie horror” e elementos da religião cristã tinha muito a oferecer, mas infelizmente acaba deixando e muito a desejar.

NOTA: MERDA FODA

Abaixo, fiquem com o trailer do filme:

domingo, 29 de novembro de 2009

Vampiros gays, lobisomens depilados e garotas suicidas

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Sim meus caros, é nessa onda de vampiros que lança a segunda parte da saga Prepúcio Crepúsculo nos cinemas do mundo todo. Desde que o primeiro trailer de Lua Nova foi divulgado na internet, fãs loucas e gordinhas manifestaram sua paixão pela franquia criada pela escritora Stephenie Meyer. Com o lançamento do filme não foi diferente. O sucesso da série se evidenciou mais uma vez com "um porrilhão" de fãs histéricos que invadiram as salas de cinema na última semana.



Bem, me dirigi ao cinema para assistir esse fenômeno do mundo gay e pré-adolescente mais uma vez incentivado pela vontade de rechaçar o longa metragem. Se você é um fã xiita da saga Crepúsculo, por favor, pare de ler por aqui. Não me responsabilizo por você se sentir ofendido.

Pra começo de conversa, "Lua Nova" se mostrou muito superior ao filme que o precede. Talvez, o fato da produção obter mais verba nesse segundo filme, que foram utilizados em gastos exorbitantes (principalmente no pagamento do cachê dos atores), tenha ajudado a isso. Não sei, mas foi essa a impressão que tive quando saí da sala de cinema. "Lua Nova" é melhor do que "Crepúsculo", o que não quer dizer que seja bom!

Não vou fazer uma análise técnica do filme. Dessa forma, tentarei me focar apenas na história.

O mote de Lua Nova se inicia com o vampiro gay que brilha como porpurina no sol Edward abandonando sua amada Bella. Ele descobre que não irá poder protegê-la sempre e dessa forma pega seus paninhos de bunda e cai fora da vida dela.
O chute no traseiro que a Bella levou a faz entrar em depressão. O vampiro que ela tanto amava havia caído fora e ela não tinha mais notícias dele (e nem da família do mesmo). Imagino que na cabeça dela pensava: "O que será que o Edward está fazendo nesse momento? Será que ele conheceu outras garotas? Será que ele está pegando alguma vampira mais gostosa do que eu?", e é com isso que ela se afunda no poço de merda.

Por mais da metade do filme vemos Bella tentando arranjar alguma forma de correr perigo, pois descobre que todas as vezes que está prestes a fazer algo que envolva risco a sua vida, o "fantasma" de Edward aparece pedindo pra que não faça nada estúpido. Venhamos e convenhamos, as maneiras que ela arranja pra correr perigo são muito ridículas. Vou dar destaque para a primeira delas que é quando um motoqueiro desconhecido chama ela pra dar uma volta na "garupa" dele (entendam isso como quiserem) e a mesma aceita.

É dentro de um poço de solidão e melancolia que surge a figura de Jacob, o índio que mais tarde descobrimos que é um lobisomem. Jacob torna-se o melhor amigo de Bella e é por causa dele que a mesma esquece por alguns momentos a opção de se matar. A partir daí que o triângulo amoroso se forma na saga:
Jacob ama Bella;
Bella ama Edward;
Edward ama Jacob Bella;


Não, ele não usou bomba...sei.

Jacob demonstra para Bella que ele a ama também e quer que ela esqueça o vampirinho viadinho. Por que não? O cara tem até mais músculos do que o vampiro! Vale ressaltar que Bella fica passando a mão no corpo do Jacob o filme inteiro.
Já que entramos na questão do físico do Jacob, vamos lá. Taylor Lautner ganhou uma quantidade ABSURDA de músculos na transição entre os dois filmes. De menino magricela ele passou para uma montanha de músculos. Peço que as fãs me desculpem mas aquilo não é academia nem aqui nem na casa do caralho. A receita pra todo aquele crescimento é BOMBA DE CAVALO, pura e simplesmente. Chega a ser irritante para o tanto que apelam para o físico desse cara (que só tem 17 anos, vale lembrar!) durante TODO o filme.


Lobisomens depilados que ficam aparecendo desse jeito o filme inteiro!

Bem, que Stephenie Meyer consegue FODER com todo tipo de mitologia isso é verdade. A cagada da vez são os lobisomens. Aquela coisa toda de se transformar na Lua Cheia é coisa do passado, agora a moda é se transformar quando você fica nervosinho. A produção do filme pegou um bando de índios apaches, os depilaram e fizeram interpretar supostos lobisomens.

Vou ressaltar uma cena do filme que me deixou indignado. A primeira vez que Jacob se transforma em lobo na frente de Bella é quando vai protegê-la de outro lobisomem. Bella dá uns tapas na cara deste, que fica putinho se transforma e vai pra cima dela. Jacob aparece e começa a descer um cacete no amigo. Nessa hora eu jurava que ia sair uma cena de porrada sensacional e não foi o que aconteceu. Eles, brigando, vão para dentro da floresta e depois aparecem em uma casa de praia, juntos, se abraçando! QUE PORRA É ESSA? Tavam brigando e depois fizeram sexo de reconciliação dentro da mata, é o que eu digo.

Em uma das tentativas da Bella de se matar (ou pelo menos ficar brincando com a morte) a família Cullen acha que ela realmente se matou. A vampira gostosa, Alice, vai até a casa dela e descobre que Bella não estava morta, só é retardada o bastante pra assustar todo mundo. Quem não sabe que ela está viva é Edward (que estava de férias no Rio de Janeiro), o qual resolve ir pra Itália pedir para um clã de vampiros da realeza, os Vulturi, para o matar. A vida dele não faz sentido sem Bella, por isso resolve dar um fim nele mesmo.


Edward no seu momento Vera Verão!

Blá Blá Blá! Bella fica sabendo que Edward vai tentar se matar, pega um voo para a Itália e impede o amado de tentar fazer uma besteira. Fica aparecendo toda uma ceninha com os Vulturi (que aparentam ser mais machos que a família dos Cullen já que se alimentam de humanos mesmo! Como vampiros de VERDADE!), o Edward tomando MUITA porrada de um segurança vampiro, e a Dakota Fanning que aparece por uns 5 minutos e fala 4 frases.


Os Vulturi

Pra terminar, Bella volta para sua casa junto com Edward. Eles vão poder ser felizes para sempre porque ela terá que se transformar em vampira. Jacob aparece pedindo para que Bella não fique com aquele vampiro queima rosca, mas não adianta. Bella está apaixonada por Edward. A filha-da-puta passa o filme inteiro alimentando o jacob de esperanças pra que no final ela dê um fora nele. Na real, eu fiquei puto pelo lobisomem! Que vadia!

Bem, Lua Nova termina com Edward pedindo Bella em casamento. Wathever, saca?

Continuo achando a saga uma merda! Continuo achando que vampiro que é vampiro tem que morrer e ir pro inferno quando vai pro sol, e não brilhar como uma porpurina humana! Continuo achando que lobisomens se trasnformam só em lua cheia e provavelmente não ficam andando por aí o tempo inteiro de shorts e sem camiseta. Continuo achando que todos fãs dessa merda são histéricos porque meninas loucas não paravam de gritar no cinema. Pré adolescentes gemiam loucamente quando viam o Jacob ou o próprio Edward sem camisa. Essa merda de franquia acaba com toda a mitologia das histórias de fantasia. Mais um "Harry Potter" de vendas (apesar de considerar que esse deixe Crepúsculo no chinelo)! Mais um....quer saber, foda-se!

domingo, 31 de maio de 2009

A-Lex - crítica

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Sepultura – A-Lex
Data de lançamento: Janeiro 2009
Género: Thrash Metal
Editora: Steamhammer Records


Tracklist:

1. A-Lex I (01:54)
2. Moloko Mesto (02:09)
3. Filthy Rot (02:46)
4. We’ve Lost You (04:15)
5. What I do! (02:01)
6. A-Lex II (02:18)
7. The Treatment (03:24)
8. Metamorphosis (03:02)
9. Sadistic Values (06:51)
10. Forceful Behavior (02:28)
11. Conform (01:54)
12. A-Lex III (02:03)
13. The Experiment (03:28)
14. Strike (03:41)
15. Enough Said (01:37)
16. Ludwig Van (05:30)
17. A-Lex IV (02:46)
18. (Paradox 02:16)

Lineup:


Derrick Leon Green – Vocais, Guitarra
Andreas Rudolf Kisser – Guitarra
Paulo Xisto Pinto Jr. – Baixo
Jean Turrer Dolabella – Bateria

Esses dias estava eu no conforto do meu barraco lar quando subitamente me deu uma vontade inescrupolosa de ouvir um pouco de Sepultura. Sim, por alguns instantes me deu uma tremenda vontade de escutar algum álbum da tachada como melhor banda de metal brasileira. Claro, que sabia que eles haviam lançado um novo CD este ano, e como eu não o tinha ouvido resolvi dar uma conferida. Fiz o download Comprei o álbum e aumentei o volume dos meus fones de ouvido para ouvir um pouco do bom e velho (ou não) Thrash Metal.

A primeira vista não me pareceu nada demais. Na segunda vista também não me pareceu nada demais. E é assim que continuo...o álbum não é nada demais. Não é uma revolução dos trabalhos da banda e nem representa um dos melhores álbuns da mesma. Acho que a falta de Max Cavalera liderando os vocais realmente fez falta ao Sepultura, o qual foi substituído por Derrick Green, que mesmo mostrando que entende de Thrash Metal, não está a altura do vibrante Max.

Vale lembrar que este álbum é a estréia do novo baterista Jean Dolabella, agora substituindo Igor Cavalera. Alguns já haviam lançado pedras no rapaz dizendo que nunca chegaria aos pés do antigo baterista. É verdade...ele não é, pelo menos ainda, melhor que Cavalera, mas mostrou que possui técnica, velocidade e agressividade em sua maneira de tocar. Sua performance é um dos pontos altos do álbum e sem dúvida não deixou a desejar.

Falando em performance é necessário lembrar o excelente trabalho do baixista Paulo Pinto Jr. . Do outro lado, Andreas Kisser deixou e MUITO a desejar com sua guitarra. Apesar de sabermos que ele possui muito mais habilidade do que a que ele demonstrou é notável aquela falta de...empolgação! Não me recordo de nenhum solo do CD que foi capaz de me deixar empolgado e/ou com a cabeça no teto.

Infelizmente é isso daí. O álbum não se mostra horrível mas poderia ter sido melhor. As músicas muito curtas ajudaram a agravar os pontos negativos do CD. Algumas das músicas que mais me chamaram a atenção no CD foram: We've Lost You; What I do; Sadistic Values; Strike; Ludwig Van (uma homenagem a Beethoven com toques de guitarra pesada, no mínimo interessante); Paradox. Isso não quer dizer que as que me chamaram atenção são boas.

Segue abaixo o link do primeiro clipe oficial do CD, da música We've Lost You

http://www.youtube.com/watch?v=rti8VO-fARk

domingo, 12 de abril de 2009

Dragon Ball FAIL

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Eu tentei gostar...juro

Direção: James Wong
Roteiro: James Wong
Elenco: Justin Chatwin (Goku), Jamie Chung (Chi Chi), Eriko Tamura (Mai), Joon Park (Yamcha), James Marsters (Piccolo), Chow Yun-Fat (Mestre Roshi), Emmy Rossum (Bulma)

Sinopse: O herói Goku (Justin Chatwin) tenta cumprir a promessa que fez ao seu avó antes dele morrer. Goku precisa reunir as sete bolas do dragão e impedir que o vilão Piccolo (James Marsters) utilize esse poder para dominar o mundo.



Quando fui assistir Dragonball Evolution no cinema, juro que joguei todos os meus preconceitos para trás e pensei: "Vou me divertir com esse filme. Relaxe! É só um filme". Com um estado de espírito no mínimo "Zen" entro na sala de cinema e como esperava, parte da minha infância foi jogada em um bueiro. Como já havia dito Akira Toriyama em uma entrevista, após ter assistido ao filme: "Para que gostem do filme, tratem como um Dragonball em uma realidade alternativa". E é isso o que aconteceu, uma realidade alternativa com os mesmos personagens.

Para começar, a primeira coisa que me chamou a atenção foram a quantidade excessiva de cortes de cena. Nenhum quadro de câmera se prolongava por mais de 30 segundos, e isso de certa forma deixou tudo mais irritante e ininteligível. Em virtude deste fato tudo pareceu muito rápido no filme. Em menos de 1 minuto, por exemplo, Yamcha conhece, entra em conflito e vira super amigo de Goku e Cia. Muitos fatos para se desenrolarem em apenas 90 minutos de projeção faz com que o filme não consiga se desenrolar harmônicamente.

O filme não se compromete em explicar o que está acontecendo, apenas "joga" idéias na cara do espectador e espera que ele compreenda por conta própria, e é aí que entram os fãs de Dragonball, pois somente estes entenderão o desenrolar da trama. Creio que o medo do diretor em desagradar aos fãs fez com que colocasse centenas de referências do mangá no filme, mas esquecendo-se completamente de públicos diferentes que podem não conhecer Dragonball. As piadas prontas são tão rápidas e artificiais (fazem referência ao mangá) que se desconectam do ritmo do filme, deixando tudo mais estranho. Essa falta de explicações irrita até mesmo quem é fã do clássico da animação japonesa pois queríamos ver uma adaptação de qualidade.

O elenco ajudou ainda mais a carimbar o fracasso que foi DBE. Talvez não por culpa dos atores mas sim pelo papel que eles estavam representando. Como disse antes, tudo aconteceu tão rápido e sem explicação que nem mesmo os atores sabiam os personagens que estavam encarnando. Até o ator Chow Yun-Fat (que eu admiro muito) pareceu confuso com seu papel. Mesmo assim, fez com que Mestre Kame tenha sido o personagem melhor retratado na adaptação. Vale lembrar também que James Masters (interpretou Picollo) deve ter aparecido em (no máximo) 15 minutos de filme sendo que 10 falas (no máximo) vieram da boca dele. Até mesmo as lutas do filme não tinham empolgação nenhuma, quando esperei pelo melhor em Goku x Picollo, tudo o que pude ver foram 6 poderezinhos e um Kamehameha. Ou seja,personagens, falas, história ... tudo pareceu artificial demais.


O Picollo nem ficou tão "feio" assim

Resumindo tudo, saí decepcionado com DBE apesar de realmente achar que eles poderiam ter feito melhor. Se eles não tivessem se afobado em fazer um filme "exclusivamente" para os fãs de Dragonball (esses fãs pervertidostaradospiromaníacos de DB) e se preocupassem em desenrolar a trama calmamente, talvez, o filme ficasse "aceitável". Eu queria me divertir e nem isso aconteceu. Quero assistir ao filme uma segunda vez e tentar me descontrair mais de detalhes técnicos (irritantes). E torço para que enfiem a idéia de fazer uma continuação no...

NOTA: INFÂNCIA JOGADA NO LIXO


AVISO: ESTE FILME GANHA O CARIMBO DE FAIL DO ANO, PELO PRÓPRIO JACA

quarta-feira, 8 de abril de 2009

Lentos e Irritantes

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O que se acontece quando você não tem mais idéias para filmes com temáticas diferentes e tramas variadas? Bem, acontece que você começa a estender uma franquia infinitamente, mesmo esta não possuindo a menor pretensão de pedir por uma continuação.Velozes e Furiosos foi lançado (seu primeiro filme) em 2001 pelo diretor Rob Cohen, mostrando às pessoas um novo modo de "brincar com carros". Sua continuação em 2003 não agradou ao público e fez com que o seu personagem principal perdesse "credibilidade". Em uma trama diferente, em 2006 foi lançado Velozes e Furiosos: Desafio em Tóquio com novos personagens e um ambiente novo. Querendo reviver as emoções do primeiro filme, Velozes e Furiosos 4 chega aos cinemas com o elenco original...e decepciona.

Velozes e Furiosos 4 tem início com Dominic Toretto e sua namorada Letty de volta à ação. Ainda procurado pela polícia americana, Toretto continua praticando assaltos em estradas, agora na República Dominicana. Quando descobre que a polícia está fechando o cerco, Toretto abandona Letty para se refugiar em outro país. Quando descobre que Letty foi assassinada,Dom decide voltar aos Estados Unidos para descobrir o que aconteceu, e reencontra o agente do FBI Brian O’Conner envolvido na mesma investigação. Mais uma vez os dois se veem envolvidos a criarem uma aliança.


Paul Walker e seu "falso carisma"

O fato de os espectadores já conhecerem a personalidade dos personagens do filme dá espaço para a ação começar a se desenrolar mais rápido no filme. Um detalhe a ser salientado, é o episódio da franquia que mais apela para as cenas de ação, podendo agradar alguns. A relação entre os personagens Brian e Don novamente é posta a prova, deixando no ar um tom dúbio. Isso acontece pois as oscilações de "amor e ódio" entre os dois é constante no filme. Um verdadeiro exemplo de casal moderno.


Mulheres e carros tem de sobra

Carros envenenados (incluindo o famoso Skyline dirigido por Brian), mulheres sensuais e alta velocidade são os elementos que podem ser encontrados em todos os quatro filmes (e com certeza estão presentes neste), então consegue agradar (ou não) ao público a qual é dirigido, pelo menos nesse aspecto. Um filme precário em termos cinematográficos, direção amadora (dessa vez a cargo de Justin Lin) e roteiro recheado de clichês é o que será encontrado ao entrar na sala de cinema para assistir Velozes e Furiosos 4. A atuação por sua vez também deixa muito a desejar, decepcionando até mesmo os fãs mais "abastados" da série. Paul Walker, cada vez mais, se mostra um ator desprovido de carisma; enquanto isso, Vin Diesel, tímido diante das câmeras, deixa a desejar em todos os sentidos de atuação (ao contrário do primeiro filme da franquia, que o ator mostra bastante carisma em seu personagem).

Apresentando um final no mínimo "ridículo", Velozes e Furiosos 4 mostra que a franquia não tem mais sentido em continuar. Dizer que falta originalidade seria um elogio, chega a irritar. Até mesmo o público, o qual é dirigido o filme (os quais não são muito exigentes...digamos...limitados) será capaz de reprovar. Só esperamos agora aguardar a confirmação de que NUNCA mais serão feitos novos filmes da série.

NOTA: DINHEIRO JOGADO FORA